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sexta-feira, 29 de julho de 2011

QUEM ESTÁ RESISTINDO À IGREJA?


QUEM ESTÁ RESISTINDO À IGREJA?

                                                                                                                      




Francis Frangipane



Freqüentemente, quando prego em conferências de oração em favor de cidades ou regiões específicas, as pessoas me pedem para desmascarar o "poder espiritual" que está se opondo ao corpo de Cristo naquela região. Já chegaram ao ponto de pedir que eu revele o "nome" do espírito ou príncipe que resiste ao crescimento e ao reavivamento das igrejas naquela área geográfica. "Vocês realmente querem saber o nome do espírito mais poderoso que resiste à maioria dos cristãos?" eu pergunto. Aí vejo os rostos dos presentes se iluminarem com expectativa.
"É Yaveh." (Jeová)
A audiência, que de repente parece mais uma árvore cheia de corujas, sempre fica perplexa com minha resposta. As pessoas têm certeza que não entendi a pergunta delas até eu explicar que, de acordo com as Escrituras, é o próprio Deus quem "resiste aos soberbos" (Tiago 4.6). Desta forma, se estivermos divididos nos nossos corações de outras igrejas, ou se estivermos de alguma forma nos autopromovendo na nossa atitude, estamos andando em orgulho. Conseqüentemente, o Espírito que se levanta para se opor aos nossos esforços não é demoníaco; é Deus.
Deus não tolera orgulho, especialmente o orgulho religioso. E é essa característica religiosa do orgulho – através da qual nos ufanamos dos nossos feitos, ficamos inchados com o nosso conhecimento ou julgamos as outras pessoas – que faz com que o Deus vivo se posicione contra muitos dos nossos esforços para ganhar as nossas cidades para Cristo.
O Senhor não desculpará nosso orgulho simplesmente porque cantamos três hinos aos domingos, e nos consideramos "salvos". Deus resistiu ao orgulho de Lúcifer no céu, e se oporá ao nosso orgulho na terra. O mais triste de tudo é que o orgulho religioso foi tão misturado à nossa experiência cristã que nem mesmo conseguimos perceber que há algo de errado. Entretanto, sem dúvida é o pecado mais ofensivo manifesto na igreja.
O Senhor não quer que os perdidos sejam enxertados em igrejas onde vão assimilar o veneno do orgulho na mesma mesa onde recebem a salvação.

Quem Busca e Julga

De fato, o orgulho religioso é o pior tipo de idolatria, porque coloca o homem no lugar de Deus. Jesus disse o seguinte a respeito de si: "Eu não busco a minha glória; há quem a busque, e julgue" (João 8.50). Quantas das nossas ações traduzem exatamente o contrário da natureza de Cristo! Nossa escolha de roupas e carros, casas e vocações na vida, tão freqüentemente é baseada fundamentalmente na exaltação de si mesmo.
Prestemos atenção cuidadosa às palavras de Jesus. Toda vez que procuramos nos exaltar, entramos em confronto direto com Deus. Uma dimensão do coração do Pai é que ele procura e julga os que pelo orgulho se autopromovem. De fato, meu querido, precisamos considerar com temor santo nossa tradição ocidental de autopromoção. Ainda que seja altamente valorizada entre os homens, "perante Deus é abominação" (Lucas 16.15).
O Velho Testamento está repleto de ilustrações que demonstram a oposição de Deus ao orgulho do homem. Vez após vez, não eram os inimigos de Israel que impediam a prosperidade da nação – era o próprio Deus. O Senhor permitia que os adversários de Israel humilhassem a seu povo, impelindo-o ao desespero, à humildade, e finalmente ao arrependimento. Lá em quebrantamento e honestidade, Deus podia tratar com seus pecados e conduzi-los a um avivamento nacional.
O clamor de Deus a Israel é o mesmo para nós hoje: "Oxalá me escutasse o meu povo! Oxalá Israel andasse nos meus caminhos! Em breve eu abateria os seus inimigos, e voltaria a minha mão contra os seus adversários" (Salmos 81.13-14).

Assim é conosco. Precisamos que o poder de Deus seja liberado contra nossos inimigos. Sim, potestades terríveis das trevas têm invadido a nossa nação. O adversário anda pelas nossas ruas procurando a quem possa devorar (1 Pedro 5.8). Entretanto, a nossa esperança não está em confrontarmos o inimigo e sim em nos entregarmos totalmente a Deus. Nossa vitória sobre o inimigo está ligado diretamente à nossa entrega total a Deus.
Se verdadeiramente "aprendêssemos dele", então nós, como Jesus, seríamos "mansos e humildes de coração" (Mateus 11.29). E Deus, que dá graça aos humildes, nos resgataria dos inimigos espirituais do nosso país (Tiago 4.6).

Sarar Nossa Terra

A promessa do Senhor é muito conhecida. Ele diz: "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra" (2 Crônicas 7.14).
Talvez alguns de nós diríamos: "Mas eu estou me humilhando e orando". Entretanto, a nossa humildade diante de Deus não é completa, até que aprendamos a nos humilhar não somente diante de Deus mas também diante dos outros.
De fato, devido ao orgulho, ainda temos que aceitar o que o Senhor quer dizer quando diz: "Se o meu povo". Nós ainda interpretamos "Meu povo" como sendo nosso povo – nosso círculo limitado de amigos, parentes e cristãos cuja cultura e sistema de culto são semelhantes aos nossos.
Porém, quando o Senhor pensa sobre o seu povo, ele vê um grupo muito mais abrangente. Ele vê todos na cidade "que são chamados pelo seu nome". Aos olhos de Deus, seu povo constitui um grupo diversificado de muitas procedências denominacionais e étnicas, sendo que cada uma tem recebido dons e capacidades distintas para beneficiar todo o corpo de Cristo naquela cidade.
Nós, evangélicos, comercializamos as nossas diferenças e ao mesmo tempo sentimo-nos ameaçados pelos dons e capacidades dos outros. Aproveitando os nossos temores, Satanás não somente tem causado divisão entre nós, como também tem nos tornado orgulhosos pelo fato de estarmos separados. Achamos que separar-nos dos outros é uma virtude. E é por causa dessa ruptura dos nossos relacionamentos que as feridas da nossa sociedade ficam sem cura.
Considere o seguinte: somente um grupo de pessoas foi continuamente confrontado e resistido pelo Senhor no Novo Testamento: os fariseus. De todos os grupos religiosos no primeiro século, aquele com o qual a igreja mais se assemelha hoje não é o dos cristãos, mas o dos fariseus, cujo nome significa "os separados".
Queremos que Deus sare a nossa terra. Mas a terra que ele pretende sarar é aquela que está debaixo dos pés dos humildes. A cura só irá fluir quando nos tornarmos "seu povo" nas nossas cidades – à medida que nos humilharmos e reconhecermos as áreas específicas onde cada um de nós tem falhado em revelar Jesus em nossos relacionamentos com os outros.
O remédio de Deus para a sociedade exige que os cristãos irreconciliados uns com os outros "se humilhem e orem". A chave está nos nossos relacionamentos diários. Estamos sempre tão conscientes daquilo que outros fizeram para nós, mas onde temos falhado com eles? O que podemos fazer para curar a terra que existe entre nós e as pessoas que ferimos? Quando igrejas com expressões diferentes se humilham e buscam a face de Deus juntas, uma fonte de vida começa a jorrar a partir daquele novo começo.
Se Deus resiste aos soberbos, lembre-se que dá graça aos humildes. Graça é mais do que ser coberto; é ser purificado e transformado pelo poder de Deus. Graça é o poder transformador de Deus fazendo em nós o que não podemos fazer por nós mesmos.
O perdão lava a nossa cultura do entulho de ontem. É quando os nossos joelhos se dobram em humildade pedindo perdão pela nossa participação na ferida que existe entre nós e os outros, que Deus ouve do céu – e sara a terra debaixo dos nossos pés.


Traduzido e publicado com permissão de Arrow Publications: PO Box 10102, Cedar Rapids, IA 52410, EUA. Outras informações podem ser obtidas no seu site: www.inchristsimage.org









Os dois Cavalos

Na estrada de minha casa há um pasto. Dois cavalos vivem lá. De longe, parecem cavalos como os outros, mas, quando se olha bem, percebe-se que um deles é cego. Contudo, o dono não se desfez dele e arrumou-lhe um amigo – um cavalo mais jovem. Isso já é de se admirar.

Se você ficar observando, ouvirá um sino. Procurando de onde vem o som, você verá que há um pequeno sino no pescoço do cavalo menor. Assim, o cavalo cego sabe onde está seu companheiro e vai até ele.
Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo. E você percebe que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o acompanha e, às vezes, pára para que o outro possa alcançá-lo. E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo.
Como o dono desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios. Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio quando precisamos.
Algumas vezes somos o cavalo cego guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas. Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar seu caminho.
E assim são os bons amigos. Você não precisa vê-los, mas eles estão lá.
Por favor, ouça o meu sino. Eu também ouvirei o seu.

Viva de maneira simples, ame generosamente, cuide com devoção, fale com bondade… E confie, deixando o resto por conta de Deus.




quinta-feira, 30 de junho de 2011

Deus se Importa com você...

Será que Deus realmente se importa comigo? Mesmo sendo cristão, você já se perguntou isso alguma vez? Segundo o diretor da Escola de Astronomia e Astrofísica da Austrália, existem no universo pelo menos 70 septilhões de estrelas; ou seja, 25 zeros depois do 7; cerca de 10 vezes o número estimado de grãos de areia na Terra. E esse número, diz o cientista, ainda é impreciso pois só inclui as estrelas ao alcance dos equipamentos. “Será que Deus, que criou tudo isso, não é grande demais para se preocupar com os detalhes da minha vida?” Ainda que sejamos filhos de Deus, não é verdade que em muitas ocasiões, especialmente nos momentos difíceis, caimos na tentação de fazer essa pergunta? Em certa ocasião foram pedir a ajuda de Jesus pois um amigo seu, chamado Lázaro, estava muito doente. Jesus estava em outra cidade e ao ouvir o pedido de ajuda disse: “essa doença não acabará em morte; é para a glória de Deus…” instantes depois ele falou: “Lázaro morreu.” Ou seja, Jesus sabia que Lázaro tinha morrido naquele momento, mas também sabia que Lázaro seria ressuscitado. Após alguns dias, Jesus chegou à cidade onde Lázaro estava e verificou que ele já estava enterrado há 4 dias. Porém uma coisa surpreendente aconteceu. Quando Jesus se aproximou do túmulo de Lázaro, viu que muitas pessoas estavam chorando; então, Ele também chorou. Jesus chorou. Veja que interessante: Jesus sabia que ressuscitaria Lázaro, conforme realmente aconteceu, mas mesmo assim Ele chorou junto com as outras pessoas. Por quê? É a grande pergunta. Acredito que Jesus chorou porque ele sofreu junto com os que estavam sofrendo. Jesus compartilhou da tristeza dos que estavam tristes e Ele faz o mesmo conosco hoje. Jesus é também chamado de Emanuel, que significa, Deus Conosco. A Bíblia diz que Jesus “embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens…” Jesus, o próprio Deus, veio ao mundo como ser humano e experimentou na pele as mesmas dificuldades que eu e você enfrentamos. No seu excelente livro, “A Cruz de Cristo”, John Stott cita uma pequena peça de teatro intitulada “O Longo Silêncio”: No fim dos tempos, bilhões de pessoas estavam espalhadas numa grande planície diante do trono de Deus. A maioria fugia da luz brilhante que se apresentava na sua frente. Alguns grupos falavam: “Pode Deus julgar-nos? Como pode Ele saber acerca do sofrimento?” perguntou uma jovem de cabelo preto. Ela rasgou a manga da blusa e mostrou um número que lhe foi tatuado num acampamento de concentração nazista. “Nós suportamos terror... espancamentos... tortura... morte!” Em outro grupo um rapaz abriu a camisa. “E que dizer disto?” exigiu ele, mostrando uma horrível queimadura. “Linchado... apenas por ser negro!” Em outra multidão, uma garota grávida: “Por quê devo sofrer? “Não foi culpa minha.” Por toda a planície havia centenas de grupos assim. Cada um tinha uma reclamação contra Deus por causa do mal e do sofrimento que Ele havia permitido no seu mundo. Quão feliz era Deus por viver no céu. O que sabia Deus acerca de tudo o que o homem foi forçado a suportar neste mundo? Assim que cada um desses grupos enviou o seu líder, escolhido por ter sido o que mais sofreu, e se reuniram no centro da grande planície. Finalmente estavam prontos para apresentar o seu caso. Disseram: “Antes que pudesse qualificar-se para ser juiz, Deus deve suportar o que suportamos”. A decisão deles foi que Deus devia ser sentenciado a viver na terra – como homem! “Que ele nasça judeu. Que haja dúvida acerca da legitimidade de seu nascimento. Que ele seja traído por seus amigos mais íntimos. Que ele enfrente acusações falsas, seja julgado por um júri preconceituoso, e condenado por um juiz covarde. Que ele seja torturado. Finalmente, que ele conheça o terrível sentimento de estar sozinho. Então que ele morra. Que haja uma grande multidão de testemunhas que o comprove.” E quando o último acabou de pronunciar a sentença, houve um longo silêncio. Ninguém proferiu nenhuma palavra. Ninguém se moveu; pois de repente, todos perceberam que Deus já havia cumprido a sua sentença. David Seamands, no seu livro “Cura para Traumas Interiores”, refere-se a Jesus como “O Médico Ferido”. Ele sabe exatamente o que sentimos porque Ele também foi humano. Jesus não assiste ao nosso sofrimento, Jesus participa conosco. Desde o Jardim do Édem, a estratégia de Satanás é fazer a Igreja duvidar do caráter do seu Senhor. Não caiamos nessa tentação. Deus sempre será o mais interessado na salvação da sua alma, mas também, o mais interessado no seu trabalho, na sua família, na sua saúde, nos seus relacionamentos, nas suas crises, nos seus sonhos... enfim, em cada detalhe da sua vida. Confiemos e descansemos no extraordinário cuidado do nosso Deus. Que as palavras de Davi possam ser as nossas a cada dia: “O Senhor é o meu pastor e de nada terei falta... mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo.”
 
 
 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Convidar Sempre

Um pastor, aconselhando sua igreja a convidar, contou a seguinte ilustração:



Havia em certa igreja um crente muito dedicado à evangelização pessoal. Evangelizava, entregava folhetos, convidava, convidava, e insistia. Chegava a ser cansativo em sua insistência.


Próximo de sua casa, havia uma pequena alfaiataria. O atelier ficava num jirau, que se alcançava por uma escada de madeira. Ali o alfaiate pedalava a sua máquina o dia in-teiro. O crente entrou pela centésima vez porta a dentro e puxou conversa, renovou o convite para o culto da igreja naquele dia. O alfaiate que não estava bem-humorado, su-bitamente empurrou o crente escada abaixo dizendo:


- Desapareça daqui seu fanático!


O crente se levantou, ajeitou a roupa, olhou para cima e disse:


- Está bem, eu desapareço, mas o senhor vai à igreja hoje. Não vai?


"Que pregues a palavra a tempo e fora de tempo" (2 Tm 4.1).

UM LUCRO DE QUATROCENTOS POR CENTO


J. Hudson Taylor, no seu tempo de estudante, na Inglaterra, teve muitas confirmações de Deus sobre sua chamada para ser missionário na China.



Conta-se que certa vez foi chamado a socorrer uma senhora moribunda, admirando-se de que o pedido surgisse de um católico, mas soube depois que o padre se recusara a atender ao chamado, porque o necessitado não tinha dezoito pence para pagar adiantado.


Hudson era estudante pobre. Tudo o que tinha no momento se resumia numa tigela com o suficiente para alimentar-se à noite e para o desjejum do dia seguinte, e uma moeda de meia coroa no bolso.


Chegou finalmente a uma habitação paupérrima. Foi conduzido ao quarto de dormir cheio de molambos, onde estava a doente.


- Você me pediu que viesse orar pela sua esposa. Ajoelhemo-nos e oremos! - disse Taylor.


Nem bem tinha começado a orar, doeu-lhe a consciência por estar na presença de Deus, diante de pessoas tão necessitadas, e ele, com meia coroa no bolso. Não conseguiu terminar a oração. Levantou-se, deu a moeda ao velho e partiu.


No dia seguinte a tigela de mingau não faltou. Antes de terminá-la o carteiro bateu à porta, e, pouco depois, a proprietária vinha entregar-lhe um envelope. Não pôde atinar de onde viera, nem conheceu a letra. Dentro do envelope um par de luvas, e dentro de uma das luvas meio soberano.


Tivera a sua meia coroa restituída (não sabia por quem), com um lucro de 400%.


"E se alguém der mesmo que seja apenas um copo de água fria a um destes pequeninos, porque ele é meu discípulo, eu lhes asseguro que não perderá a sua recompensa" (Mt 10.42).

A MORTE DE POLICARPO

Policarpo, em sua mocidade, foi aluno do apóstolo João. Foi condenado a morrer queimado no ano de 156 d.C. Uma carta da igreja de Esmirna para a de Filomênia assim relata a sua morte:


- Mas o admirabilíssimo Policarpo, logo que ouviu falar sobre isso (que o procuravam para prender), não se desencorajou, mas preferiu permanecer na cidade. Entretanto, a maioria conseguiu convencê-lo a retirar-se. Então ele se ocultou em uma pequena propriedade... seus perseguidores chegaram e, como não o encontrassem, aprisionaram dois jovens servos... um deles confessou, sob tortura, o esconderijo do santo. O oficial apressou-se a conduzir Policarpo ao estádio, para que recebesse o castigo que o aguardava por ser seguidor de Cristo. Quando adentrava pelo estádio, ouviu-se uma voz do Céu que lhe dizia: - "Sê forte, Policarpo, e porta-te varonilmente". Essa voz foi ouvida pelos crentes que se achavam presentes...


Policarpo foi ameaçado de ser entregue às feras.


- Se desprezas as feras - disse-lhe o procônsul - ordenarei que sejas consumido na fogueira, se não te retratares.


- Tu me ameaças com o fogo que consome por um momento e logo se apaga, mas desconheces o fogo do juízo vindouro, o fogo da punição eterna, reservado para os ímpios!


A multidão, ávida de morte, pede a fogueira para o "Pai dos Cristãos", o "Mestre da Ásia".


Quando quiseram encravá-lo com pregos no poste central ele disse:


- Deixem-me conforme estou. Aquele que me deu forças para suportar o fogo, também me permitirá que permaneça na pira inabalável, sem que seja seguro por pregos.


Ao terminar a sua oração, o encarregado acendeu a fogueira e grandes chamas se elevaram ao alto...


"E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos a fio de espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra" (Hb 11.36-38).

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A marca do Pecado




Havia um homem que tinha um filho ainda jovem, mas, muito desobediente. Até que um dia o pai tomou uma resolução, cada vez que o filho desobedecesse, ele colocaria um prego no poste de madeira em frente à casa. Por outro lado, à medida que ele fosse mudando de atitude os pregos iriam sendo tirados. Aquele filho continuou na sua desobediência até que percebeu que nos postes já havia muitos pregos, assim ele resolveu mudar de atitude até que um dia todos os pregos foram retirados. Então, o seu pai chegou e disse para o filho: - Está vendo meu filho, já não há mais nenhum prego, ao que o filho suspirando respondeu tristemente: - mas as marcas continuam lá.



Esta ilustração nos ensina uma verdade da Palavra de Deus: as marcas do pecado nos acompanham! Davi pagou um preço muito alto pelo seus pecados, pois as conseqüências o acompanharam ao longo de sua vida.







Para cada ação existe uma reação diferente, nunca pense que o que faz hoje não terá consequências. As consequências vem e muitas vezes não estamos dispostos a enfrentá-las. Mas devemos nos lembrar das escrituras que diz: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).

sábado, 27 de novembro de 2010

'E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata...'



Malaquias 3:3 diz: 'E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata...'


Esse versículo bíblico intrigou umas mulheres de um estudo bíblico e elas ficaram pensando o que essa afirmação significava em relação ao caráter e a natureza de Deus.

Uma delas ofereceu-se para descobrir sobre o processo de refinamento da prata para o próximo estudo bíblico.
Naquela semana, a mulher ligou para um ourives e marcou um horário para assistí-lo trabalhar. Ela não mencionou a razão do seu interesse e só disse estar curiosa para conhecer o processo.
Ela foi assistí-lo. Ele pegou um pedaço de prata e o segurou sobre o fogo, deixando-o esquentar.
Ele explicou que, no refinamento da prata, é preciso que segure-se a mesma bem no centro da chama, onde é mais quente e queima-se as impurezas.
A mulher pensou sobre Deus, que às vezes, segura-nos em situações 'quentes' e pensou novamente no versículo: 'E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata...'

Ela perguntou para o artesão se ele tinha mesmo que ficar sentado o tempo todo na frente do fogo enquanto a prata estava sendo refinada.
Ele disse que sim; que não somente ele tinha que ficar lá, segurando a prata, mas que ele tinha que, também, manter seus olhos na mesma o tempo todo que ela estivesse nas chamas. Se a prata ficasse um minuto a mais no fogo, seria destruída.
A mulher ficou em silêncio por um momento. Então, ela perguntou: 'Como você sabe quando a prata está totalmente refinada?'

Ele sorriu e disse: 'Ah, isso é fácil... É quando eu vejo minha imagem nela.'

Se hoje você está sentindo o calor do fogo, lembre-se que os olhos de Deus estão sobre você e que Ele vai ficar cuidando de ti até que Ele veja Sua imagem em você.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Como se livrar de um Pastor fraco...



Um grupo de crentes procurou o pastor de uma outra igreja, numa cidade vizinha, e perguntou-lhe:
- Pastor, estamos tentando achar um jeito diplomático de dispensar o nosso pastor. O senhor tem alguma sugestão de como podemos fazer isso sem sermos indelicados com ele?
- Mas, por que vocês querem se livrar dele?
- É que a nossa igreja está estagnada e infeliz. O nosso pastor não tem visão nem liderança, não sabe pregar e não é um homem de oração.


Após refletir uns instantes, o pastor aconselhou-os a agir da seguinte maneira:
a) Cada vez que ele pregar, recitem para ele os pontos do sermão, na saída do culto. Isso vai obrigá-lo a se preparar cada vez mais, pois agora ele sabe que vocês estão acompanhado atentamente as suas mensagens.
b) Cada vez que ele trouxer uma nova idéia, dêem a ele todo o apoio de que a sua idéia precisa para dar certo. E faça isso com entusiasmo. Em breve a sua visão vai se abrir, pois agora ele sabe que pode "sonhar", pois tem o apoio entusiástico da igreja.
c) Reunam um bom grupo de irmãos e comecem a orar por ele. Em breve ele vai estar orando com vocês e por vocês.


- Logo, logo, assim que ele estiver pregando melhor, tiver adquirido ampla visão de ministério e vida de oração, uma outra igreja o convidará e vocês terão a dispensa do pastor da maneira adequada.

Autor desconhecido

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Pastores Analgésicos



Imaginemos uma pessoa de 20 a 30 anos que, durante algum tempo, tem se alimentado sem muitos cuidados, comendo o que sente vontade, sem avaliar as conseqüências. Após certo tempo de alimentação inadequada, seu estômago começará a reclamar.

A maioria das pessoas, buscando solução rápida e negando uma atitude mais enérgica, busca pelos sais (Andrews, Eno, etc), que darão alívio à dor até a próxima refeição inadequada. Tais pessoas se esquecem que, com o tempo, os sais não terão mais o mesmo efeito, sendo necessária a utilização de analgésicos mais fortes.

O comportamento correto seria procurar um médico para que se encontre o problema e este seja tratado, contudo, as pessoas preferem amenizar a dor, pois é mais rápido e menos comprometedor.

Chega o dia em que os analgésicos não terão mais efeitos, aí, a única saída será uma endoscopia (um exame doloroso, desconfortante e caro), para identificar o problema e corrigí-lo com a medicação necessária. O sucesso do tratamento dependerá do estágio da doença e do empenho do paciente.

É claro que este comportamento está errado, mas é até aceitável se procede do paciente, afinal, as conseqüências de tal negligência serão vividas pelo próprio paciente, mas e quando a negligência parte do médico? E se o médico em vez de tratar o problema, apenas receitar analgésicos a fim de amenizar as dores?
Que grande culpa levará este médico, pois sabia o que fazer e não o fez.

Assim, comparativamente, podemos olhar para os pastores e ver que está sobre eles a responsabilidade do conhecimento da cura. É fácil declarar: Deus te dará vitória! Deus vai prosperar a sua vida! Sua família será salva! Seus filhos andarão no caminho do Senhor! Estas palavras são de Deus e bem-vindas, mas por si só não trazem a vitória.

Muitos cristãos saem de cultos verdadeiramente saltitantes e confiantes na vitória, mas muitos têm a ilusória sensação de conquista da vitória através da mágica: Deus está comigo! O Evangelho não está baseado nas emoções despertadas de um culto abençoado, mas na prática da Palavra, pois as emoções vão e vem como o nosso humor, mas a Palavra não muda e permanece sempre Fiel.

Muitos pastores preferem as pregações analgésicas, de efeito rápido e empolgante, mas duram até a pessoa chegar em casa ou até a próxima dificuldade que enfrentarem.
Há, sem dúvida, alguma necessidade de se trazer ânimo ao povo de Deus, assim como os analgésicos têm sua função, mas a cura e a vida fluirão com a cooperação humana, como podemos observar no início do ministério de Josué.
Deus começa de maneira impressionante levantando o ânimo de Josué (Js 1:2-6), Deus usa palavras do tipo: “assim como fui com Moisés serei contigo”, “ninguém poderá te resistir”, “não te desampararei”... Que bênção! Josué poderia ter pensado que a missão estava ganha, afinal, Deus deu todas as garantias. Nos versos seguintes podemos perceber que a história não era bem assim, pois Deus agora usa palavras que muitas vezes não são tão empolgantes de se ouvir como: “esforça-te”, “tenha bom ânimo”, “não te desvies”, “medita nele dia e noite”. Deus estava animando e ensinando o Caminho. O Médico dos médicos estava associando os analgésicos com os remédios para cura e também vitaminas para o fortalecimento.

Uma pregação analgésica tem tempo determinado para durar e talvez por isso, algumas pessoas já não sejam mais tocadas com tais palavras, pois assim os analgésicos perdem o seu efeito quando aplicados de maneira inadequada.

Uma pregação profunda, com as verdades bíblicas que conduz a cura, requer trabalho do pregador em estudar e se consagrar por isto. Uma endoscopia custa caro e tráz muitos desconfortos. O pastor de Deus não se intimida em pregar a verdade, mesmo que seus ouvintes sintam desconforto na mensagem, pois sabe que o problema será identificado e a cura estará a caminho.

Que desculpas podemos encontrar para um pastor que não se empenha em cumprir o seu chamado de pregar a verdade? Se tentarmos fazer isto, será o mesmo que tentarmos explicar como um médico que teve oito anos para estudar e se especializar em cuidar de doentes, não saber, após formado, como cuidar daquilo que sempre estudou!


“Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.” (Hb 13:17).

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

As mãos do Meu avô


Meu avô, com noventa e tantos anos, sentado debilmente no banco do jardim, não se movia. Estava cabisbaixo olhando suas mãos. Quando me sentei ao seu lado, não notou minha presença. O tempo passava, então lhe perguntei se estava bem. Finalmente, sem querer incomodá-lo, mas queren-do saber como ele estava, lhe perguntei como se sentia. Levantou sua cabeça, me olhou nos olhos e sorriu. "Estou bem, obrigado por perguntar", disse com uma voz forte e clara. Não quis incomodá-lo vovô, mas estava sentado aqui simplesmente olhando suas mãos e quis ter certeza de que estivesse bem, lhe expliquei. Meu avô me perguntou: "Alguma vez você já olhou suas mãos? Quero dizer, realmente olhou suas mãos?" Lentamente soltei minhas mãos das de meu avô, as abri e as contemplei. Virei as palmas para cima e logo para baixo. Não, creio que realmente nunca as tinha observado. Queria saber o que meu avô queria dizer-me. Meu avô sorriu, e me contou uma história. Pare e pense um momento sobre como tuas mãos tem te servido através dos anos. Estas mãos, ainda que enrugadas, secas e débeis tem sido as ferramentas que usei toda a minha vida para alcançar, pegar e abraçar. Elas puseram comida em minha boca e roupa em meu corpo. Quando criança, minha mãe me ensinou a juntá-las em oração. Elas amarraram os cadarços dos meus sapatos, e me ajudaram a calçar minhas botas. Estiveram sujas, feridas, ásperas e dobradas. Minhas mãos se mostraram inábeis quando tentei embalar minha filha recém nascida. Decoradas com uma aliança, mostraram ao mundo inteiro que estava casado e que amava alguém muito especial. Elas tremeram quando enterrei meus pais e esposa, e quando entrei na Igreja conduzindo minha filha no dia de seu casamento. Tem coberto meu rosto, penteado meus cabelos e lavado e limpado todo meu corpo. E até hoje, quando quase nada de mim funciona bem, estas mãos me ajudam a levantar e a sentar, e se juntam para orar. Estas mãos são as marcas de onde estive e a dureza de minha vida. Mas, o mais importante, é que são estas mãos que Deus tomará nas Suas quando me levará um dia à Sua presença. Desde então, nunca mais vi minhas mãos da mesma maneira. Mas lembro quando Deus esticou Suas mãos e tomou as de meu avô e o levou à Sua morada. Cada vez que vou usar minhas mãos agora penso em meu avô; na verdade nossas mãos são uma benção de Deus. Hoje me pergunto: O que estou fazendo com as minhas mãos? Estarei usando-as para abraçar e expressar carinho, ou as estarei brandindo para expressar ira e repulsa aos outros. Hoje, demos graças a Deus por nossas mãos, somente aqueles que as tem sabem o valor que elas apresentam em nossas vidas.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Não é o fim...

O diabo disse para Daniel na cova dos leões: É o fim!
E Deus disse, assim:
É o começo! Sua história mudará o mundo!
O diabo disse para Jonas, na barriga de um peixe: É o fim!
E Deus disse:
É o começo! Nínive será salva através da tua pregação!
O diabo disse para João,
exilado na Ilha de Patmos: É o fim!
E Deus disse:
É o começo! Você escreverá a maior revelação
de todos os tempos (O Apocalipse)
O diabo disse para Jesus, morto na cruz: É o fim!
E Deus disse:
É o começo! Todo o poder no céu e na terra,
Eu entrego nas Tuas Mãos!
Por isso se o diabo disser a você, que É o fim!
Comece a dar Glória a Deus e se alegre no Senhor!
Porque Deus está dizendo: É o começo!
Eis que tenho maravilhas para cumprir em sua vida!

terça-feira, 4 de maio de 2010

A Samambaia e o Bambu


Certo dia decidi dar-me por vencido.
Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações, e à minha fé.
Resolvi desistir até da minha vida.
Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus.
“Deus, eu disse:
Poderias dar-me uma boa razão para eu não entregar os pontos?”
Sua resposta me surpreendeu:
“Olha em redor Estás vendo a samambaia e o bambu?”
“Sim, estou vendo”, respondi.
Pois bem. Quando eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem.
Não lhes deixei faltar luz e água.
A samambaia cresceu rapidamente.
Seu verde brilhante cobria o solo.
Porém, da semente do bambu nada saía.
Apesar disso, eu não desisti do bambu.
No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa.
E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu.
Mas, eu não desisti do bambu.
No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa…
Mas, eu não desisti.
Mas… no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra.
Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno, até insignificante.
Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura.
Ele ficara cinco anos afundando raízes.
Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver.
“A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar”
E olhando bem no meu íntimo, disse:
Sabes que durante todo esse tempo em que vens lutando, na verdade estavas criando raízes?
Eu jamais desistiria do bambu.
Nunca desistiria de ti.
“Não te compares com outros”.
“O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer
do bosque um lugar bonito”.
“Teu tempo vai chegar” disse-me Deus.
“Crescerás muito!”
Quanto tenho de crescer? Perguntei.
“Tão alto como o bambu?” foi a resposta.
E eu deduzi: Tão alto quanto puder!
Sai do bosque com a certeza de que Deus nunca desistirá de mim.


Espero que estas palavras possam ajudar-te a entender

que Deus nunca desistirá de ti.
Nunca te arrependas de um dia de tua vida.
Os bons dias te dão felicidade.
Os maus te dão experiência.
Ambos são essenciais para a vida.
A felicidade te faz doce.
Os problemas te mantêm forte.
As tristezas te mantêm humano.
As quedas te mantêm humilde.
O bom êxito te mantém brilhante.
Mas, só Deus te mantém caminhando...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Não acredito em barbeiros...



Um homem foi ao barbeiro. E enquanto tinha seus cabelos cortados conversava com ele. Falava da vida e de Deus. Dai a pouco, o barbeiro incrédulo não aguentou e falou: - Deixa disso, meu caro, Deus não existe! - Por quê? - Ora, se Deus existisse não haveria tantos miseráveis, passando fome! Olhe em volta e veja quanta tristeza. É só andar pelas ruas e enxergar! - Bem, esta é a sua maneira de pensar, não é? - Sim, claro! O freguês pagou o corte e foi saindo, quando avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço. Não aguentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro: - Sabe de uma coisa? Não acredito em barbeiros! - Como? - Não acredito. Pois se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas! - Ora, eles estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim! Ao que o homem respondeu: - Entendeu agora?
- Tomé, porque me viste creste?... Bem-aventurados, felizes, muito felizes, aqueles que não viram e creram!... (Jo 20.29).

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O SÁBIO: É PRECISO EXPERIMENTAR




Um sábio desafiava a qualquer uma pessoa a discutir com ele sobre o cristianismo. Certo dia, enquanto falava a uma pequena platéia um homem humilde e mal vestido se dispôs a argumentar com o sábio. Neste momento o sábio lhe franqueou a palavra dizendo: Responda meus argumentos! O humilde homem apanhou uma laranja, descascou com calma, chupou a laranja e voltando-se para o orador disse: Estou pronto para falar. O sábio, com um sorriso irônico foi dizendo: Até que enfim! Vamos lá! Fale, fale... que tem a dizer em resposta aos meus argumentos contra o cristianismo? Então, perguntou-lhe o homem! A laranja que chupei estava doce ou azeda? O silêncio foi total, quebrado em seguida por imensa gargalhada. Todos riam! Mas quem mais ria era o sábio que disse: Foi o senhor que chupou a laranja... O senhor é que deve saber se ela estava doce ou azeda!... Um momento vamos com calma... Se quem chupou a laranja fui eu, e só eu sei se ela estava doce ou azeda, isso fala a meu favor e em favor de minha fé cristã. Antes de me tronar cristão minha vida era de uma forma. Um dia conheci o evangelho e me transformei. Um verdadeiro milagre! De modo que como o senhor vê, eu provei da laranja da salvação e sei que ela é doce, muito doce. Na verdade é o senhor que está fazendo o papel de maluco, falando de assunto que o senhor não conhece. Se o senhor nunca experimentou a fé cristão como pode saber o gosto que ela tem? O sábio fora silenciado.

Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.
Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra. Tito 1:15-16

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A história do Lápis.



O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou: -Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim? A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto: - Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. -Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse. -O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial. - Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida! - Tudo depende do modo como você olha as coisas. - Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo. "Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade". "Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor." "Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça "."Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você." "Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Pastor ou lobo...


Pastores e lobos têm algo em comum: ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, mas são lobos. No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos. Urge a cada um de nós exercitar o discernimento para descobrir quem é quem. Pastores buscam o bem das ovelhas, lobos buscam os bens das ovelhas.
Pastores gostam de convívio, lobos gostam de reuniões.
Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes.
Pastores choram pelas suas ovelhas, lobos fazem suas ovelhas chorar.
Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores.
Pastores têm esposas, lobos têm coadjuvantes.
Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos.
Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças.
Pastores apaziguam as ovelhas, lobos intrigam as ovelhas.
Pastores têm senso de humor, lobos se levam a sério.
Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade.
Pastores têm amigos, lobos têm admiradores.
Pastores se extasiam com o mistério, lobos aplicam técnicas religiosas.
Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem.
Pastores vivem de salários, lobos enriquecem.
Pastores ensinam com a vida, lobos pretendem ensinar com discursos.
Pastores sabem orar no secreto, lobos só oram em público.
Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas.
Pastores são pessoas humanas reais, lobos são personagens religiosos caricatos.
Pastores vão para o púlpito, lobos vão para o palco.
Pastores são apascentadores, lobos são marqueteiros.
Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos.
Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.
Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmos e para a instituição.
Pastores são usados por Deus, lobos usam as ovelhas em nome de Deus.
Pastores falam da vida cotidiana, lobos discutem o sexo dos anjos.
Pastores se deixam conhecer, lobos se distanciam e ninguém chega perto.
Pastores sujam os pés nas estradas, lobos vivem em palácios e templos.
Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas.
Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem.
Pastores conhecem, vivem e pregam a graça, lobos vivem sem a lei e pregam a lei.
Pastores usam as Escrituras como texto, lobos usam as Escrituras como pretexto.
Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos pessoais.
Pastores vivem uma fé encarnada, lobos vivem uma fé espiritualizada.
Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos perpetuam a infantilização das ovelhas. Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso.
Pastores confessam seus pecados, lobos expõem o pecado dos outros.
Pastores pregam o Evangelho, lobos fazem propaganda do Evangelho.
Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais.
Pastores tem dons e talentos, lobos tem cargos e títulos.
Pastores são transparentes, lobos têm agendas secretas.
Pastores dirigem igrejas-comunidades, lobos dirigem igrejas-empresas.
Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.
Pastores trabalham em equipe, lobos são prima-donas.
Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles.
Pastores constroem vínculos de interdependência, lobos aprisionam em vínculos de co-dependência.
Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-nos do aviso de Jesus Cristo: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são devoradores (Mateus 7:15).
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