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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Pai, começa o começo...

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - “pai, começa o começo!”. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.


Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.


Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis......


Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.


Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:


“Pai, começa o começo!”. Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você.


Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente neste ano. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Pai, começa o começo!”.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A casa queimada



Um certo homem saiu em uma viagem de avião. Era um homem temente a Deus, e sabia que Deus o protegeria. Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar um dos motores falhou e o piloto teve que fazer um pouso forçado no oceano.







Quase todos morreram, mas o homem
conseguiu agarrar-se a alguma coisa que
o conservasse em cima da água.
Ficou boiando à deriva durante muito
tempo até que chegou a uma ilha
não habitada.


Ao chegar à praia, cansado, porém vivo,
agradeceu a Deus por este livramento
maravilhoso da morte.
Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas.
Conseguiu derrubar algumas árvores e
com muito esforço conseguiu construir
uma casinha para ele.
Não era bem uma casa, mas um abrigo
tosco, com paus e folhas. Porém
significava proteção.
Ele ficou todo satisfeito e mais uma
vez agradeceu a Deus, porque agora podia
dormir sem medo dos animais selvagens
que talvez pudessem existir na ilha.
Um dia, ele estava pescando e quando
terminou, havia apanhado muitos peixes.
Assim com comida abundante, estava
satisfeito com o resultado da pesca.


Porém, ao voltar-se na direção de sua
casa, qual tamanha não foi sua decepção,
ao ver sua casa toda incendiada.
Ele se sentou em uma pedra chorando
e dizendo em prantos:
"Deus! Como é que o Senhor podia
deixar isto acontecer comigo?
O Senhor sabe que eu preciso muito desta
casa para poder me abrigar, e o Senhor
deixou minha casa se queimar todinha.
Deus, o Senhor não tem compaixão de mim?"
Neste mesmo momento uma mão
pousou no seu ombro e ele ouviu
uma voz dizendo:

"Vamos rapaz?"

Ele se virou para ver quem estava
falando com ele, e qual não foi sua surpresa
quando viu em sua frente um marinheiro
todo fardado e dizendo:

"Vamos rapaz, nós viemos te buscar"
"Mas como é possível?
Como vocês souberam que eu estava aqui?"
"Ora, amigo! Vimos os seus sinais
de fumaça pedindo socorro.
O capitão ordenou que o navio parasse
e me mandou vir lhe buscar naquele
barco ali adiante."

MORAL DA HISTÓRIA


É comum nos sentirmos desencorajados
e até mesmo desesperados quando as
coisas vão mal.
Mas Deus age em nosso benefício,
mesmo nos momentos de dor e sofrimento.

Lembrem-se:
Se algum dia o seu único abrigo estiver
em chamas, esse pode ser o sinal
de fumaça que fará chegar até você
a Graça Divina.
Para cada pensamento negativo nosso,
Deus tem uma resposta positiva.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Águia

A águia vive até 70 anos. E a ave de maior longevidade da espécie. Entretanto, quando chega aos 40 anos, ela passa por uma verdadeira metamorfose. Suas condições físicas dão-lhe duas alternativas: renovação completa ou morte. Muito sábia, a águia procura um intransponível ninho, bem alto, em cima de um penhasco, e lá passa por um processo de renovação que dura cerca de cinco meses. E um processo longo e dolorido. Durante esse período, suas atividades cessam por completo.




Com essa idade as suas unhas estão compridas e flexíveis, o que a faz perder sua presa. Como o bico também se alonga e torna-se curvo, e não tem mais a habilidade necessária para derrotar suas presas, a águia passa a bater com o bico em uma parede rochosa até arrancá-lo. Depois de arrancá-lo, ela espera nascer e crescer o novo, para com ele arrancar suas velhas garras. Assim que isso começa a acontecer, ela dá início ao processo seguinte: arrancar as velhas, grossas e pesadas penas, que não permitem mais ter a mesma habilidade em seus vôos. Suas asas estão direcionadas ao peito, atrofiadas. Passado todo esse tempo e o dolorido processo, a águia está renovada e dá o mergulho da renovação para viver mais 30 anos.


A águia tem características interessantes que a tornam ímpar entre as aves. Sua forma de vida é usada pela Bíblia por meio de inúmeras ilustrações:


1. Voa alto, em até dez mil metros (Pv 30.18,19).


2. Não voa em bando.


3. É veloz. Pode voar na velocidade entre 160 e 300km/h, dependendo de sua espécie (2 Sm 1.23).


4. Há varias espécies de águias — a cinzenta, a imperial, a pescadora, etc.


5. Constrói seu ninho em picos de montanhas intransponíveis (Jó 39.27,28).


6. Visão aguçada. Seus olhos ocupam um terço do seu crânio. Portanto, pode ver uma pequena caça a centenas de metros. Dizem que ela pode enxergar à distância de dois mil metros em linha reta (Jó 39.28,29).


7. Tem apetite (Jó 9.26).


8. Quando precisa de alimento, desce às partes mais baixas, no mar por exemplo, para buscar suas presas.


9. Trabalha durante o dia.


10. Forte. Sua estrutura óssea em forma cilíndrica dá-lhe
estabilidade.


11. Possui equilíbrio impressionante. Suas imensas asas mais
as penas do rabo, que se movimentam, dão-lhe maior equilíbrio.


12. Mesmo com grandes caças movimentando-se em suas garras, ela não perde o equilíbrio do vôo, mantendo-se firme (2 Pe 1.10).


13. Nunca deixa a presa escapar. Suas garras são pontiagudas e côncavas, facilitando a prisão da caça, desde um liso peixe a um coelho.


14. Cuida de seus filhotes (Dt 32.11).


15. Quando velha, renova suas penas, bico e garras.


16. Renova-se. Em determinada fase da vida, ela vai para o mar, e depois de voar o máximo que pode para cima, desce para um mergulho, e conseqüente renovação (Sl 103.5). A partir daí estará pronta para viver o mesmo tempo que viveu até então. Alguns dizem que isso não passa de lenda.


Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão (Is 40.31).

quinta-feira, 17 de março de 2011

Convidar Sempre

Um pastor, aconselhando sua igreja a convidar, contou a seguinte ilustração:



Havia em certa igreja um crente muito dedicado à evangelização pessoal. Evangelizava, entregava folhetos, convidava, convidava, e insistia. Chegava a ser cansativo em sua insistência.


Próximo de sua casa, havia uma pequena alfaiataria. O atelier ficava num jirau, que se alcançava por uma escada de madeira. Ali o alfaiate pedalava a sua máquina o dia in-teiro. O crente entrou pela centésima vez porta a dentro e puxou conversa, renovou o convite para o culto da igreja naquele dia. O alfaiate que não estava bem-humorado, su-bitamente empurrou o crente escada abaixo dizendo:


- Desapareça daqui seu fanático!


O crente se levantou, ajeitou a roupa, olhou para cima e disse:


- Está bem, eu desapareço, mas o senhor vai à igreja hoje. Não vai?


"Que pregues a palavra a tempo e fora de tempo" (2 Tm 4.1).

UM LUCRO DE QUATROCENTOS POR CENTO


J. Hudson Taylor, no seu tempo de estudante, na Inglaterra, teve muitas confirmações de Deus sobre sua chamada para ser missionário na China.



Conta-se que certa vez foi chamado a socorrer uma senhora moribunda, admirando-se de que o pedido surgisse de um católico, mas soube depois que o padre se recusara a atender ao chamado, porque o necessitado não tinha dezoito pence para pagar adiantado.


Hudson era estudante pobre. Tudo o que tinha no momento se resumia numa tigela com o suficiente para alimentar-se à noite e para o desjejum do dia seguinte, e uma moeda de meia coroa no bolso.


Chegou finalmente a uma habitação paupérrima. Foi conduzido ao quarto de dormir cheio de molambos, onde estava a doente.


- Você me pediu que viesse orar pela sua esposa. Ajoelhemo-nos e oremos! - disse Taylor.


Nem bem tinha começado a orar, doeu-lhe a consciência por estar na presença de Deus, diante de pessoas tão necessitadas, e ele, com meia coroa no bolso. Não conseguiu terminar a oração. Levantou-se, deu a moeda ao velho e partiu.


No dia seguinte a tigela de mingau não faltou. Antes de terminá-la o carteiro bateu à porta, e, pouco depois, a proprietária vinha entregar-lhe um envelope. Não pôde atinar de onde viera, nem conheceu a letra. Dentro do envelope um par de luvas, e dentro de uma das luvas meio soberano.


Tivera a sua meia coroa restituída (não sabia por quem), com um lucro de 400%.


"E se alguém der mesmo que seja apenas um copo de água fria a um destes pequeninos, porque ele é meu discípulo, eu lhes asseguro que não perderá a sua recompensa" (Mt 10.42).

A MORTE DE POLICARPO

Policarpo, em sua mocidade, foi aluno do apóstolo João. Foi condenado a morrer queimado no ano de 156 d.C. Uma carta da igreja de Esmirna para a de Filomênia assim relata a sua morte:


- Mas o admirabilíssimo Policarpo, logo que ouviu falar sobre isso (que o procuravam para prender), não se desencorajou, mas preferiu permanecer na cidade. Entretanto, a maioria conseguiu convencê-lo a retirar-se. Então ele se ocultou em uma pequena propriedade... seus perseguidores chegaram e, como não o encontrassem, aprisionaram dois jovens servos... um deles confessou, sob tortura, o esconderijo do santo. O oficial apressou-se a conduzir Policarpo ao estádio, para que recebesse o castigo que o aguardava por ser seguidor de Cristo. Quando adentrava pelo estádio, ouviu-se uma voz do Céu que lhe dizia: - "Sê forte, Policarpo, e porta-te varonilmente". Essa voz foi ouvida pelos crentes que se achavam presentes...


Policarpo foi ameaçado de ser entregue às feras.


- Se desprezas as feras - disse-lhe o procônsul - ordenarei que sejas consumido na fogueira, se não te retratares.


- Tu me ameaças com o fogo que consome por um momento e logo se apaga, mas desconheces o fogo do juízo vindouro, o fogo da punição eterna, reservado para os ímpios!


A multidão, ávida de morte, pede a fogueira para o "Pai dos Cristãos", o "Mestre da Ásia".


Quando quiseram encravá-lo com pregos no poste central ele disse:


- Deixem-me conforme estou. Aquele que me deu forças para suportar o fogo, também me permitirá que permaneça na pira inabalável, sem que seja seguro por pregos.


Ao terminar a sua oração, o encarregado acendeu a fogueira e grandes chamas se elevaram ao alto...


"E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos a fio de espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra" (Hb 11.36-38).
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