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sábado, 24 de março de 2012

David Brainerd (1718-1747)




Muito Breve foi a vida de Davi Brainerd (20/04/1718 – 05/10/1747). Foi levado à glória celestial com apenas 29 anos, quando ainda era noivo de Jerusa Edwards (filha do homem de Deus, Jônatas Edwards, autor do sermão "Pecadores nas Mãos de um Deus Irado" e que foi muito usado por Deus no grande reavivamento espiritual norte-americano do Século XVIII).
Converteu-se aos 20 anos e logo consagrou-se completamente ao SENHOR. Tinha verdadeira obsessão de servir a Deus e implorava para que o Senhor Jesus Cristo usasse a sua vida completamente para a honra e glória do SENHOR.
Dedicava grande parte de seu dia à oração e freqüentemente jejuava buscando mais intensamente a presença de Deus e poder para servi-lO. Como tinha o costume de anotar os fatos e pensamentos mais importantes do dia em seu diário, muitas coisas de sua vida, orações e lutas foram conhecidas, após a sua morte, através de seu diário. Jônatas Edwards, pai de sua noiva, foi usado por Deus para escrever sua biografia.
Depois de completar seus estudos teológicos, Davi Brainerd sentiu-se chamado por Deus para pregar entre os índios pele-vermelhas. Assim ele anotou em seu diário: "Preguei o sermão de despedida ontem à noite, Hoje, pela manhã, orei em quase todos os lugares por onde andei, e depois me despedi dos meus amigos e iniciei a viagem para o habitat dos índios".
Davi Brainerd conseguiu entrar nas aldeias dos índios e começou um grande trabalho evangelístico. Relata em seu diário: "Continuo a sentir-me angustiado. À tarde preguei ao povo, mas fiquei desanimado acerca do trabalho... receio que seja impossível alcançar estas almas. Retirei-me e derramei minha alma pedindo misericórdia, mas sem sentir alívio. Completo 25 anos de idade hoje. Dói-me a alma ao pensar que vivi tão pouco para glória de Deus..."
Certo dia Brainerd percebeu que toda a aldeia se preparava para uma festa de danças e orgias para os seus deuses. Ele, então, passou todo aquele dia e toda a noite em oração e jejum. Na manhã seguinte, cheio de convicção, confrontou os índios para que não realizassem o ritual. Os índios foram tocados por Deus e, não somente abandonaram os preparativos, como ouviram durante todo o dia a pregação do missionário. Está registrado em seu diário: "Preguei à multidão sobre Isaías 53:10, ‘Todavia, o Senhor agradou moê-lo...’ Muitos, dentre uma multidão de 3 a 4 mil, ficaram comovidos a ponto de haver grande pranto..."
Com muitas dificuldades e passando por várias provações e privações, Davi Brainerd pregou a dezenas de tribos americanas, apesar de seu corpo franzino e de sua pouca saúde.
Perdeu-se muitas vezes nas florestas, onde passou todos os tipos de dificuldades, em pântanos, chuvas e temporais, intenso calor do verão e o terrível frio do inverno. Passou fome, dormiu ao relento e debilitou ainda mais seu corpo.
Sentiu que tinha uma decisão a fazer. Devido à sua saúde abalada e à tuberculose, Davi Brainerd sabia que tinha apenas mais um ou dois anos de vida. Restava-lhe casar com a noiva e aceitar um convite de uma igreja para ser pastor, ou voltar aos índios e gastar seus últimos anos como missionário. Assim confidenciou em seu diário este tempo de luta em oração: "Eis-me aqui, Senhor, envia-me a mim até os confins da terra; envia-me aos selvagens do ermo; envia-me para longe de tudo que se chama conforto da terra; envia-me mesmo para a morte, se for no teu serviço e para promover o teu reino..."
Assim Brainerd voltou aos índios, e continuou sua missão. Anos depois, retornou à casa de Jônatas Edwards, onde faleceu. Sua noiva, que tanto o amava, depois de sua morte começou a murchar como uma flor, vindo a morrer quatro meses depois.
Viveu apenas 29 anos, mas seu trabalho missionário é superior ao serviço e obras das pessoas que vivem 80 anos.
Sua biografia, escrita por Jônatas Edwards, tem influenciado muitos homens de Deus em suas decisões de consagração e de vocação missionária. Não há outra vida que Deus tenha usado tanto para despertamento espiritual como a dele. O próprio Jônatas Edwards recebeu grande influência, também João Wesley, A. J. Gordon, Willian Carey (que leu sua biografia e consagrou sua vida para ir à Índia), Roberto McCheyne (lendo seu diário, dedicou sua vida para evangelizar os judeus), Henrique Martyn (que, depois de ler sua biografia, entregou-se ao Senhor para servir intensamente como missionário na Índia e na Pérsia, por um pouco mais de seis anos, morrendo com 31 anos). Vidas preciosas, como diz Hebreus 11:38, "homens dos quais o mundo não era digno"!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Quem foi Watchman Nee


Muitos missionários protestantes foram enviados da Europa e dos Estados Unidos para a China, a partir do século XVI. Nos primeiros anos do século XX, após séculos de trabalho fiel e alavancado pelo martírio de muitos cristãos na Revolução Boxer, o mover do Senhor na China avançou dramaticamente. Muitos pregadores “nativos” foram levantados pelo Senhor e se tornaram a força prevalecente na pregação do evangelho, especialmente em 1920, junto à nova geração de estudantes colegiais e universitários chineses. Um certo número de estudantes brilhantes, entre os quais estava Nee Shu-tsu (Watchman Nee), foram chamados e preparados pelo Senhor para fazer a Sua obra neste período.
Nee Shu-tsu, cujo nome em inglês era Henry Nee, nasceu de pais pertencentes a uma segunda geração de cristãos em Foochow, China, em 1903. Seu avô paterno, na realidade, havia estudado no American Congregational College em Foochow e se tornou um dos primeiros pastores chineses entre os congregacionalistas na província de Fukien, ao norte. Nee Shu-tsu foi consagrado ao Senhor antes de seu nascimento. Desejando um filho, sua mãe havia orado ao Senhor, “Se eu tiver um menino, eu irei apresentá-lo a Ti”. O Senhor respondeu sua oração e, logo após, Nee Shu-tsu nascia. Seu pai, mais tarde, marcou este fato em sua memória, “Antes que você tivesse nascido, sua mãe prometeu apresentá-lo ao Senhor”.
Antes de sua salvação, Nee Shu-tsu era um estudante com um péssimo comportamento, mas ao mesmo tempo, excepcionalmente inteligente. Ele estava sempre entre os primeiros da classe na sua escola, desde a escola primária até sua graduação no Anglican Trinity College em Foochow. Ele tinha muitos grandes sonhos e planos para o futuro e poderia ter tido um grande sucesso no mundo. No entanto, Nee Shu-tsu, familiarizado com o evangelho desde a infância, tinha uma compreensão profunda de que se ele recebesse Jesus como seu Senhor para salvação, ele deveria também servi-lo. Em 1920, depois de uma considerável luta interior, Nee Shu-tsu, então com dezessete anos de idade e ainda um estudante colegial, foi salvo dinamicamente. No momento de sua salvação, todos os seus planos anteriores se tornaram vazios e sua carreira futura foi inteiramente abandonada. Ele testemunhou, “Desde a noite em que fui salvo, eu comecei uma nova vida porque a vida do Deus Eterno havia entrado em mim”. Mais tarde, depois de ter sido levantado pelo Senhor para realizar Sua missão, ele adotou um novo nome em inglês “Watchman” (Sentinela) e um novo nome chinês “To-sheng”, o qual significa “alarme de sentinela”, porque ele se considerava como uma sentinela levantada para soar um alarme na noite escura.
Preparação e Treinamento
Watchman Nee não cursou nenhuma escola de teologia ou instituto bíblico. Sua riqueza de conhecimento a respeito do propósito de Deus, Cristo, as coisas do Espírito e a igreja foi adquirida através do estudo da Bíblia e leitura de livros espirituais cristãos. Watchman Nee se tornou grandemente iluminado e intimamente familiar com a Palavra através de estudo diligente, usando mais de vinte métodos diferentes. Em adição a isto, nos primeiros dias de ministério, ele gastava um terço de seus ganhos com suas necessidades pessoais, um terço ajudando outras pessoas, e o restante um terço com livros espirituais. Ele adquiriu uma coleção com mais de 3,000 dos melhores livros cristãos, incluindo quase todos os escritores clássicos cristãos, do primeiro século em diante. Ele possuía uma habilidade fenomenal para selecionar, compreender, discernir e memorizar material relevante, além de poder entender e reter os principais pontos e princípios espirituais de um livro em uma rápida olhada. Watchman Nee era, portanto, capaz de colher da escritura todos os pontos valiosos e princípios espirituais, de toda a história cristã, e sintetizá-los em sua visão e prática da vida cristã e da vida da igreja.
Watchman Nee se familiarizou com muitos destes livros através Margaret Barber, uma ex-missionária anglicana. Cedo em sua vida cristã, ele recebeu muita edificação e perfeição espiritual dela. Primariamente através de sua amizade com a Srta. Barber, Watchman Nee percebeu que ser um cristão é realmente uma questão da vida divina em nós. Através do pastoreamento dela, ele aprendeu a prestar mais atenção à vida do que à obra e viver sua vida através de Cristo.
Sofrimentos
Watchman Nee teve uma visão inegável e recebeu uma comissão definida do Senhor a respeito da Igreja, e ele sofreu grandemente devido à sua fidelidade a elas. Porque a visão era tão clara e a comissão tão real, não importava para ele se ele fosse rejeitado, sofresse oposição ou condenado. Ele antecipou estas respostas e estava determinado a pagar qualquer preço pela comissão que ele havia recebido do Senhor. Sua fidelidade a esta comissão custou a ele, no fim, a sua própria vida. Suas revelações profundas, combinadas com seus sofrimentos resultaram em um rico ministério de vida, de acordo com a comissão do Senhor para ele: o ministério neotestamentário único de Cristo e a Igreja.
Watchman Nee suportou muitos sofrimentos pelo ministério do Novo Testamento. Devido ao seu absolutismo em seguir ao Senhor e sua fidelidade em cumprir o comissionamento de Deus, ele passou por freqüentes maus-tratos tanto quanto dificuldades por toda a sua vida. Porque ele lutou sem descanso a batalha pelo mover de Deus, ele estava sob constante ataque do inimigo de Deus. Ao mesmo tempo, ele estava debaixo da mão soberana de Deus. Ele reconhecia as intervenções soberanas de Deus à sua volta não somente como um “espinho na carne” divinamente dado; mas, mais importante, como um meio pelo qual Deus era capaz de lidar com ele. Devido a ambos, os ataques do inimigo e as intervenções fiéis feitas por Deus, Watchman Nee viveu uma vida de sofrimento. A maior parte de seus sofrimentos vieram de cinco fontes: pobreza, saúde ruim, variedade de denominações, irmãos e irmãs em dissensão nas igrejas locais e aprisionamento.
Nos primeiros anos do ministério de Watchman Nee, a situação econômica da China era desesperadora. Por causa do que ele havia visto na Palavra, ele estava exercitado para viver pura e simplesmente pela fé em Deus; não somente para seu sustento, mas também em cada aspecto da obra de Deus. Portanto, ele sistematicamente recusou empregos oferecidos por quaisquer pessoas ou organizações. Nos primeiros dias do seu ministério em Shangai, houve vezes em que tudo o que ele tinha para comer a cada dia era um pãozinho.
Watchman Nee também era freqüentemente afligido por sérios problemas de saúde. Nos primeiros onze anos de seu ministério (iniciando em 1922), ele sofreu sozinho, sem uma esposa que pudesse ajudá-lo. Durante este período, ele contraiu tuberculose e sofreu imensamente por muitos anos. Em 1934, com trinta anos de idade, entretanto, Watchman Nee casou-se com uma verdadeira “ajudadora”, Charity Chang, apesar do Senhor não ter dado filhos a eles. Em seus últimos anos, ele também sofreu de desordens estomacais crônicas assim como angina, uma séria doença cardíaca. Ele nunca foi curado desta doença cardíaca e poderia ter morrido por causa dela a qualquer momento. De fato, muitas vezes ele ministrou, não usando de vigor físico, mas através da vida ressurrecta.
Ele também sofreu por causa de sua crença de que, de acordo com a Bíblia, as denominações são um erro, pois promovem a divisão do Corpo único de Cristo. Por causa de sua posição firme em relação à unidade do Corpo de Cristo, que era um testemunho contra as denominações, elas lhe causaram muito sofrimento. Algumas o desprezavam, criticavam, se opunham e faziam o melhor possível para destruir o seu ministério. Elas também espalharam falsos rumores sobre ele e o caluniaram a tal ponto que Watchman Nee uma vez respondeu, “O Watchman Nee retratado por elas também seria condenado por mim”.
Certos irmãos e irmãs que congregavam nas igrejas locais se tornaram outra fonte de sofrimento para Watchman Nee. Para ele, este foi o tipo de sofrimento mais doloroso. Alguns destes irmãos causaram um grande número de problemas devido à sua dissensão, imaturidade, incompetência, teimosia, ambição por posições ou rebelião. Dois anos depois que a vida da igreja começou a ser praticada na cidade natal de Watchman Nee, em 1922, ele foi temporariamente excomungado pelos seus próprios companheiros na obra por causa da sua posição firme em relação à verdade das Escrituras, quando ele protestou a respeito da ordenação de alguns de seus companheiros de liderança, feita por um missionário denominacional. Apesar da maior parte dos irmãos que congregavam com eles ter ficado ao lado de Watchman Nee, o Senhor não o permitiu que fizesse qualquer coisa para se vingar. Este foi um profundo sofrimento para o seu homem natural.
A fonte final de sofrimento foi a sua condenação e aprisionamento sem nenhum fundamento. Watchman Nee foi aprisionado durante a Revolução Cultural Comunista em março de 1952 e foi julgado, falsamente condenado e injustamente sentenciado a quinze anos de prisão em 1956.
Watchman Nee foi um homem de tristezas e sofrimentos. Ao longo de toda a sua jornada seguindo o Cordeiro, ele sofreu muito. Através de todos estes sofrimentos, no entanto, ele aprendeu muitas lições. Eles sofrimentos não somente o ajudaram a confiar no Senhor, como também o beneficiaram em sua luta contra sua carne, seu eu, sua alma e sua vida natural. Devido à sua obediência à estes tratamentos, ele nunca ensinou simples doutrinas e ensinamentos, mas suas mensagens continham a realidade adquirida através de seus sofrimentos. A experiência que ele adquiriu através de seus sofrimentos serviu como uma ajuda imensurável para todos aqueles debaixo do seu ministério e também se tornou uma rica herança para todas as igrejas locais, uma herança adquirida por ele pelo mais alto preço.
Seus sofrimentos também o ajudaram a ter mais revelação do Senhor. Cada tipo de sofrimento com freqüência era acompanhado por uma revelação específica, relativa àquele assunto. Seus sofrimentos, portanto, com freqüência se tornaram a revelação de Deus para ele. Ele foi purificado, tratado, quebrado e constituído pelo Espírito Santo com a vida divina através de seus sofrimentos. Por meio de tais experiências de Cristo em meio ao seu sofrimento, ele, como Paulo, foi preparado e posicionado para receber a revelação de Deus.
Martírio
Watchman Nee foi guiado pelo Senhor para permanecer na China continental apesar da ameaça do comunismo e sacrificar a tudo pela obra do Senhor ali. Neste aspecto, ele foi parecido com o apóstolo Paulo em Atos 20:24: “Mas eu considero minha vida sem valor e nenhuma preciosidade para mim mesmo, de modo que eu possa terminar minha carreira e o ministério que eu recebi do Senhor Jesus…”. A respeito desta decisão, o irmão Hsu Jin-chin testificou o seguinte:
Antes que o irmão Nee deixasse Hong Kong, irmão Lee o aconselhou muitas vezes a não retornar para o continente. Mas o irmão Nee disse, “Se uma mãe descobrisse que a sua casa estivesse em fogo, e que ela fosse a única que estivesse fora da casa, lavando roupa, o que ela faria? Apesar dela perceber o perigo, ela não correria de volta para a casa? Apesar de eu saber que o meu retorno é cheio de perigos, eu sei que muitos irmãos e irmãs estão lá dentro. Como eu posso não retornar?” Irmão Lee acompanhou-o por três vezes do ponto de ônibus de volta para a sua casa em Diamond Hill…
Watchman Nee foi preso pelos comunistas em março de 1952 por professar fé em Cristo tanto quanto por sua liderança entre as igrejas locais. Ele foi julgado, falsamente condenado e sentenciado em 1956 a quinze anos de prisão. Durante todo este tempo, somente à sua esposa foram permitidas visitas a ele. Apesar de haver maneira de sabermos o que ele experienciou do Senhor durante o seu longo período de aprisionamento, suas últimas oito cartas nos dão um vislumbre dos seus sofrimentos, sentimentos e expectativas durante o confinamento. Apesar da censura da prisão não permitir que ele mencionasse o nome do Senhor em suas cartas, em sua carta final, escrita no dia de sua morte, ele fez uma alusão à sua alegria no Senhor: “Na minha doença, eu ainda permaneço alegre no coração”. Watchman Nee estava praticando as palavras do apóstolo Paulo em Filipenses 4:4: “Alegrem-se sempre no Senhor”. Ele morreu em confinamento na sua cela em 30 de maio de 1972. Humanamente falando, ele morreu em miséria e humilhação. Nenhum parente ou irmão ou irmã no Senhor estava com ele. Não houve uma notificação apropriada de sua morte e não houve funeral. Ele foi cremado em 1 de junho de 1972. Sua esposa havia morrido seis meses antes, de maneira que a irmã mais velha dela foi informada de sua morte e cremação. Ela recuperou as suas cinzas e elas foram enterradas com a da Sra. Nee em sua cidade natal de Kwanchao, no condado de Haining, província de Chekiang. Em maio de 1989, as cinzas de Watchman Nee e sua esposa foram transferidas e enterradas no “Cemitério Cristão em Shiangshan, na cidade de Soochow da província de Kiangsu.
O que se segue é um relato da sobrinha do irmão Nee, a qual acompanhava a irmã mais velha da Sra.Nee no trabalho de recolher as cinzas:
Em junho de 1972, nós recebemos uma nota da fazenda de trabalhos forçados avisando que o meu tio-avô havia falecido. A mais velha das minhas tias-avós e eu corremos para a fazenda de trabalhos forçados. Porém, quando nós chegamos lá, soubemos que ele já havia sido cremado. Nós pudemos apenas ver as suas cinzas… Antes de sua partida, ele deixou um pedaço de papel debaixo do seu travesseiro com várias linhas de palavras grandes escritas com uma mão trêmula. Ele queria testificar a verdade que ele havia experimentado por toda a sua vida, até mesmo na hora da sua morte. Esta verdade é — “Cristo é o Filho de Deus que morreu pela redenção dos pecadores e ressuscitou depois de três dias. Esta é a maior verdade do universo. Eu morro por causa da minha crença em Cristo – Watchman Nee”. Quando o oficial da fazenda nos mostrou este papel, eu orei ao Senhor que me deixasse decorá-lo rapidamente…
Meu tio-avô havia morrido. Ele foi fiel até a morte. Com uma coroa manchada com sangue, ele foi estar com o Senhor. Apesar de Deus Todo-Poderoso não ter satisfeito o seu último desejo, que ele pudesse sair vivo para se encontrar com a sua esposa, o Senhor preparou uma coisa ainda melhor – Eles foram reunidos diante do Senhor.
Durante o aprisionamento de Watchman Nee, ele foi fisicamente confinado, mas o seu ministério não foi preso (2 Tim. 2:9). Debaixo da soberania do Senhor, seu ministério se espalhou pelo mundo todo, como uma provisão rica de vida para todos os cristãos sinceros.
Seu último peso foi pelas igrejas de Deus, o tabernáculo de Deus. Apesar do seu próprio tabernáculo físico (corpo físico) estivesse abatido, as igrejas, as quais eram tão queridas em seu coração, estão não somente sobrevivendo, mas continuam a crescer vigorosamente e a se espalhar sobre toda a terra. Na época que Watchman Nee foi preso, em 1952, aproximadamente 400 igrejas locais haviam sido levantadas na China através de sua vida e ministério. Em adição, mais de trinta igrejas locais foram levantadas nas Filipinas, Singapura, Malásia, Tailândia e Indonésia. Hoje o Senhor tem multiplicado as igrejas locais a mais de 2.300 ao redor do mundo, através dos ricos e fiéis ministérios de Watchman Nee e Witness Lee.

Fonte:Solomon

sábado, 2 de abril de 2011

Jonathan Edwards – Estados Unidos –1758

A primeira geração de imigrantes que chegou da Inglaterra e se estabeleceu no nordeste dos Estados Unidos tinha a idéia de criar uma nação baseada nos princípios bíblicos, que respeitasse a liberdade de religião. Com o passar dos anos, porém, a segunda e a terceira geração já não estavam tão preocupadas em manter os propósitos religiosos de seus pais e se empenhavam mais em ganhar dinheiro e prosperar do que em estabelecer o reino de Deus na América.



Em 1703, nesse contexto de declínio espiritual, nasceu Jonathan Edwards. Já aos sete anos de idade ele participou de um despertamento na igreja que seu pai pastoreava. Isso fez com que o menino acostumasse a orar sozinho cinco vezes por dia. Edwards também se dedicou desde muito cedo ao estudo sistemático das Escrituras e à leitura de bons livros, o que o levou a conhecer a Deus intimamente.



Aos treze anos de idade, ingressou na Universidade de Yale e formou–se aos dezessete com as maiores honras. Estudou mais dois anos e foi consagra¬do para o ministério com apenas vinte anos de idade.



No início, participou como co–pastor sob a liderança de seu avô, Solomon Stoddard, em uma igreja em Northampton, Massachusetts. Quando Solomon morreu, Edwards assumiu a liderança como o único pastor.



Edwards se casou com Sarah Pierpont e tiveram onze filhos. Um dia, pouco antes do matrimônio, Edwards pegou uma folha de papel e nela escreveu aquilo que mais tarde chamaria de sua "solene dedicação a Deus": "Dediquei–me solenemente a Deus e o fiz por escrito, entregando a mim mesmo e tudo que me pertencia ao Senhor, para não ser mais meu em qualquer sentido, – para não me comportar como quem tivesse direito de algo... travando, assim, uma batalha com o mundo, a carne e Satanás até o fim da vida".



Mesmo tendo muitos filhos e cuidando sozinho da igreja, Edwards encontrou tempo para produzir alguns dos mais importantes textos teológicos do mundo. Ele também tinha o hábito de passar treze horas todos os dias estudando e orando. Foi nessa incessante rotina de oração que Jonathan Edwards começou a clamar a Deus em 1730, pedindo por um despertamento que pusesse fim aos padrões morais relaxados de sua época.



Suas preces foram ouvidas e veio o Grande Despertamento. Edwards disse: "O Espírito de Deus começou a trabalhar de maneira extraordinária" Milhares vinham à sua congregação buscando a certeza de salvação. Disputas, fofocas e roubos já não mais ocorriam em Northampton, pois praticamente toda a cidade freqüentava a igreja.



O evento que marcou o início desse maravilhoso mover de Deus que rapidamente se espalhou por várias regiões das então treze colônias americanas foi uma série de pregações de Edwards sobre a justificação pela fé. Ele lia os sermões com voz monótona, por isso mesmo não eram nada vibrantes. Entretanto, podiam expor os desígnios do coração da platéia e arrancar reações diversas. As pessoas ficavam desesperadas, gritavam, choravam, caíam ao chão, se contorciam e, principalmente, experimentavam uma grande transformação de vida após o profundo arrependimento que sentiam durante o culto. Milhares foram salvos e outros milhares, até mesmo na Europa, tiveram suas convicções cristãs e sua comunhão com Deus totalmente renovadas.



Nessa série de pregações, quando Jonathan Edwards apresentou o famoso sermão Pecadores Perdidos nas Mãos de um Deus Irado, algo sobrenatural aconteceu. O povo entrou para o culto com um ar de petulância e desprezo diante dos cinco pregadores presentes. Edwards, com seus dois metros de altura e magro de tanto jejuar, foi o escolhido para trazer a mensagem de Deus. Apoiando–se com um braço no púlpito e segurando o sermão na outra mão, leu Deuteronômio 32.35, que diz: "No devido tempo, os pés deles escorregarão". Depois de explicar a passagem, ele disse que, a não ser a vontade de Deus, nada podia evitar que, naquele instante, os pecadores fossem tragados pelo inferno. Seguiu dizendo que Deus estava mais irado com alguns dos ouvintes do que com determinados indivíduos que já se encontravam no inferno. Então declarou:



"Aí está o inferno com a boca aberta. Não existe coisa alguma sobre a qual vós vos possais firmar ou segurar. Entre vós e o inferno existe apenas a atmosfera... há, atualmente, nuvens negras da ira de Deus pairando sobre vossa cabeça, predizendo tempestade espantosa, com grandes trovões. Se não existisse a vontade soberana de Deus, a única coisa para evitar o ímpeto do vento até agora, serieis destruídos e vos tornaríeis como palha na eira... o Deus que vos segura na mão, sobre o abismo do inferno – à semelhança de um homem que segura uma aranha ou outro inseto nojento sobre o fogo, durante um momento, para deixá–lo cair – está sendo provocado ao extremo... não me admirarei se alguns de vós, saudáveis e calmamente sentados aí nos bancos, estiverdes no inferno antes do amanhecer..."



O sermão foi interrompido várias vezes por homens gemendo e mulheres gritando, – quase todos ficavam de pé, caíam ao chão ou seguravam nos pilares do templo ou nos bancos, com medo de cair no inferno.



A cidade ficou em estado de choque. Por toda a madrugada e nos dias seguintes, ouvia–se choro e clamor em quase todas as casas. Por isso esse movimento recebeu o nome de Grande Despertamento. Os mesmos despreocupados, petulantes e orgulhosos de horas atrás agora imploravam o favor de Deus desesperadamente. Muitos se levantaram contra Edwards chamando–o de sensacionalista e dizendo que as reações do povo eram puro fanatismo, e não arrependimento. Contudo, Jonathan Edwards se recusou a aceitar que seus sermões é que desencadearam esse intenso avivamento. Ele atribuía tudo ao poder, ao mover e à vontade do Espírito de Deus.



Mesmo no auge de seu ministério, nunca abandonou o hábito da oração constante. Retirava–se para lugares solitários na floresta para buscar comunhão com Deus. Contudo, quando a varíola chegou à região, um conhecido médico foi chamado para inocular as pessoas. O famoso pregador e duas de suas filhas foram vacinados. Edwards foi acometido de febre e suas forças foram se esgotando até que faleceu um mês depois. Quando morreu, um de seus biógrafos registrou: "Em todo o mundo de fala inglesa, Jonathan Edwards era considerado o maior erudito desde os dias do apóstolo Paulo ou de Agostinho".



Ele foi sepultado ao lado dos corpos de sua filha Jerusa e de David Brainerd.



Jesus Freaks* nasceram para pregar. A própria palavra "pregação" já é intimidadora. Pensa–se logo numa igreja lotada e em alguém trêmulo à frente, transmitindo a mensagem divina. No entanto, pregar é comunicar, como for possível, com palavras ou não, o recado de Deus para as pessoas. Nem todos têm de subir numa plataforma, mas todo servo de Deus tem de pregar de alguma maneira.



O objetivo da pregação é despertar. Por isso, quando Jonathan Edwards, com toda sua limitação, decidiu abrir a boca, toda uma nação foi despertada para Deus. Hoje, também, Jesus nos chama para despertar pessoas, famílias, igrejas, cidades e nações com o poder da pregação.



A igreja de nossos dias tem perguntado a Deus "Senhor, onde está o Grande Despertamento desta época? E Deus responde com outra pergunta. – "Igreja, onde estão os Grandes Despertadores de hoje"?
Retirado do livro loucos por Jesus - Lúcio Barreto Jr.

*Jesus Freaks é o nome dado a uma subcultura cristã fundada na Alemanha no início da década de 1990. Distingue-se das demais correntes neo-pentecostais por não se tratar de um movimento coletivo, mas de uma predisposição pessoal. A vida coletiva é celebrada, mas é justamente na celebração das diferenças que a individualidade de cada um é exaltada.
Um Jesus Freak é alguém que esteja extremamente apaixonado por seu amor por Jesus, independente dos erros, acertos ou decisões de qualquer Igreja ou grupo estabelecido. Um esboço da natureza desta teologia está expressa no Manifesto Jesus Freak, onde alguns pontos deste estilo de vida são destacados. Por definição, trata-se sempre de um cristão pentecostal, especialmente preocupado com sua liberdade de adoração e que intencionalmente procura maneiras alternativas de louvor e contemplação. fonte: wikipédia


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